Bolsonarista Malaquias Mollin teve gasto de R$ 10 mil com uma passagem ida-e-volta para Belém pela TAM; confira os documentos da Câmara de Vereadores
Documento da Câmara de Santarém especificando as despesas com passagens compradas para o bolsonarista Malaquias Mollin junto à TAM -
Créditos: Fonte: Portal da Transparência
A Câmara Municipal de Santarém, no oeste do Pará, desembolsou R$ 10.176,19 para custear uma passagem aérea do vereador bolsonarista Malaquias José Mottin (PL), para uma viagem a Belém entre os dias 30 e 31 de janeiro deste ano. O pagamento foi autorizado pela portaria nº 174/2025, assinada pelo presidente da Casa, vereador Jandeilson Pereira. A informação consta do Portal da Transparência do Município de Santarém.
No entanto, o trajeto escolhido pelo parlamentar levanta questionamentos sobre o real objetivo da viagem.
Fonte: Portal da Transparência
O voo adquirido pela Câmara foi operado pela TAM Linhas Aéreas, mas, ao contrário das opções de voos diretos disponíveis entre o município de origem e Belém, o vereador optou por uma rota com conexão em Brasília, aumentando significativamente o custo da passagem. Conforme apuração do Portal OESTADONET, a conexão na capital federal fez com que a viagem durasse cerca de 7 horas, com 02h30 o tempo de conexão, em Brasília. Os voos diretos da Azul e da Gol para a capital do estado duram em torno de 1 hora.
Empenho de diárias e passagens de Malaquias. Fonte: Portal da Transparência
A justificativa oficial do vereador para a viagem era um compromisso partidário com o deputado estadual Guilherme Barra. No entanto, a escolha de um voo significativamente mais caro e com uma demorada conexão em Brasília levanta suspeita sobre o real destino e intenção do parlamentar.
De acordo com as regras da aviação civil, o tempo mínimo de conexão entre voos domésticos varia entre 60 e 90 minutos, o que indica que a escolha de um intervalo de cerca de 2 horas horas e meia não se tratou de uma necessidade operacional, mas sim de uma opção do vereador bolsonarista.
O caso gera polêmica pelo elevado custo da passagem paga com recursos públicos, especialmente considerando que voos diretos para Belém são mais rápidos e economicamente viáveis. A falta de transparência sobre a real agenda do vereador fora de Santarém também levanta questionamentos sobre o uso de dinheiro público para possíveis interesses partidários.